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Redes Sociais são vitrines para recrutadores: veja como gerenciar

Autor: Folha Dirigida 17/06/2020 10:00 · Atualizado: 18/06/2020 12:11

Postagem original aqui



Não é de hoje que se ouve histórias de pessoas que foram demitidas por causa de postagens em redes sociais e muitos que perdem oportunidades de emprego por conta do mau uso. Ainda que sejam perfis pessoais, essas plataformas são verdadeiras vitrines e podem influenciar na decisão de recrutadores e chefes.


No início de fevereiro, por exemplo, um funcionário da Ambev foi demitido após fazer comentários homofóbicos sobre uma publicação. Em outra situação, um profissional de uma loja em Macaé, no Rio de Janeiro, perdeu o emprego por fazer tuítes falando mal de sua chefe e colegas de trabalho. 


Casos como esses mostram a importância de saber gerenciar bem as redes sociais, não apenas para se manter em uma empresa, mas também a fim de ter mais chances de ingressar em um novo trabalho, quando necessário.  Mas, afinal, quais tipos de postagens (além das ofensivas, obviamente) devem ser evitadas nas redes pessoais e profissionais? O que pode ser publicado? Qual é o jeito certo de usar essas plataformas, se a intenção é ser bem-visto no mercado e ter mais chances de conseguir um emprego?


Para ter essas respostas, a FOLHA DIRIGIDA conversou com Michele Crevelaro, psicóloga especializada em Gestão de Recursos Humanos e em Psicologia Organizacional e do Trabalho. 


A especialista está há mais de 15 anos na área de RH, além de atuar como coach de carreira, orientadora vocacional, facilitadora de grupos e consultora de desenvolvimento humano.  


Redes sociais são vitrines


Mesmo tendo o currículo excelente e um bom desempenho em entrevistas e dinâmicas, um candidato a uma vaga de emprego pode ser descartado por causa de uma única postagem em rede social. E os motivos são diversos:


Um publicação ofensiva, por exemplo, pode chegar até mesmo a manchar a imagem da empresa que venha a contratar aquela pessoa. Agressividade, escrita errada e difamação são outros exemplos de comportamentos que os recrutadores não buscam para suas vagas. 


Por isso, Michele Crevelaro recomenda cuidado com o que se curte ou compartilha, pois isso pode car visível no feed ou no perl, seja no LinkedIn ou outras plataformas:


“O que é postado em redes sociais geralmente pode ser acessado por qualquer pessoa, desde um amigo até um potencial empregador. A imagem que a pessoa quer passar precisa ser coerente com sua atitude nas redes sociais.”


Isso quer dizer que, os recrutadores analisam candidatos à vagas de emprego somente por meio de suas redes sociais? Certamente, que não. Como observa a coach de carreira, o currículo, a entrevista presencial ou virtual, ainda são as formas mais usuais para a contratação.


“Inclusive não recomendo checar apenas as redes sociais como forma de triagem e eliminação de candidatos em processos seletivos, um olhar mais amplo, uma conversa com o candidato é importante para que o recrutador não tire conclusões precipitadas ou seja injusto com algum candidato. Acredito que todos estamos em processo de aprendizagem ao utilizar as redes sociais”, indica.


Contudo, há o caso do LinkedIn, que já tem um nível de importância muito grande em diversos processos seletivos e, por isso, é recomendável ter um bom perfil na plataforma. E mesmo as outras redes, ainda que sejam com perfis pessoais, têm cada vez mais peso, principalmente para grandes empresas.


De modo geral, o que os recrutadores desejam, após avaliarem os currículos dos candidatos, é encontrar perfis com informações verdadeiras e igualmente atraentes. Não necessariamente só profissionais. 


O que postar e o que não postar nas redes sociais


A primeira dica de Michele Crevelaro é: evitar qualquer tipo de publicação que tenha sido feita apenas utilizando o impulso emocional. “Existe um espaço entre o que pensamos e como agimos, é necessário criar consciência neste hiato.”


Na dúvida em postar ou não alguma coisa, se houver o receito que isso prejudique profissionalmente, algumas perguntas podem ajudar a decidir pela publicação ou não: esse post atende a qual necessidade? A quem interessa? Qual a minha motivação para postar sobre este tema? Qual tipo de informação quero transmitir?


Ela alerta que as redes sociais devem ser usadas a nosso favor, e não sermos utilizados por elas.  Além disso, há uma diferença entre as postagens que são feitas em redes profissionais e pessoais, e elas precisam estar alinhadas à imagem que se quer construir e como o profissional quer ser reconhecido.


Fora isso, o mais importante é manter um perfil atualizado e com informações verdadeiras. No caso de uma conta estritamente profissional, o ideal é deixar isso claro, mantendo dados também estritamente profissionais e que são relevantes na busca de um emprego.


Isso inclui as informações básicas, como nome, cargo e o período que permaneceu em cada empresa; dados acadêmicos que podem ser comprovados; idiomas que podem ser testados e aferidos, conforme o que está escrito e uma foto adequada ao ambiente corporativo.


5 coisas para não postar nas redes sociais


As dicas a seguir do que não postar nas redes sociais são da coach e especialista em RH, Michele Crevelaro. Valem principalmente para quem está procurando emprego, mas também para qualquer profissional que tenha a intenção de manter uma reputação positiva no mercado. 


1. Conteúdos que tenham um tom ofensivo: não há problema algum em discordar de pontos de vista. Mas é importante ter cuidado com a forma da escrita e em qual contexto você está emitindo a sua opinião;


2. Se o que está sendo publicado possui uma fonte confiável: checar a fonte do que está publicando é fundamental, ainda mais hoje em dia, quando temos uma enxurrada de fake news sendo compartilhadas. Isso vale até para frases motivacionais, que viraram moda nas redes, mas algumas já foram atribuídas às pessoas erradas;


3. Informações que não são suas: muito cuidado ao compartilhar ideias, textos, pensamentos que não são de sua autoria, sem prévia autorização de quem os escreveu. Aqui, ela não fala sobre conteúdos de jornais, revistas ou pessoas públicas, mas sim de outros usuários. Estar disponível na internet não quer dizer que não tem dono;


4. Excesso de postagens: cuidado com isso, seja no seu perfil pessoal ou profissional. Fica cansativo e a comunicação torna-se oca. Ficar apenas compartilhando informações sem nenhuma elaboração prévia passa uma impressão de superficialidade e falta de criticidade. Não tem problema fazer isso às vezes, mas não sempre;


5. Privacidade e imagens de terceiros: deve ser evitada qualquer postagem que coloque em risco a sua segurança e de outras pessoas, ou ainda, que quebre a privacidade de um terceiro. Também não publique fotos com informações bancárias, onde seus lhos estudam ou da sua rotina completa.



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